E o Resto é História

E o Resto é História

Rui Ramos e João Miguel Tavares pretendem tirar o pó à História, tornando-a aquilo que merece ser: fascinante, apaixonante, discutível e polémica. Se tiver dúvidas, pergunte: historia@observador.pt

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Resumen del episodio

Este episódio aborda a incerteza histórica sobre a data de fundação de Portugal, contrastando as celebrações da Batalha de São Mamede com o Tratado de Zamora. O historiador Rui Ramos explica que a autonomia do Condado de Portugal resultou de fatores como a ascendência real dos seus condes e a necessidade de liderança militar numa zona de fronteira. A discussão explora diferentes interpretações, desde a tradição da Batalha de Ourique até à visão de Alexandre Herculano sobre a Batalha de São Mamede. Analisam-se as diversas datas debatidas, como a conquista de Lisboa em 1147, defendendo que a independência não foi um evento súbito, mas uma construção gradual de identidade política e dinástica ao longo de séculos.

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Destacados

A questão é, quão forte psicologicamente é a nação portuguesa para viver com esta angústia de não saber realmente quando é que nasceu?

00:01:27 · O locutor utiliza uma metáfora sobre a falta de uma data de nascimento definida para ilustrar o debate histórico sobre a fundação do país.

O problema aqui é que Portugal não se tornou um Estado independente como no século XX os novos Estados da África e da Ásia

00:03:23 · Rui Ramos explica por que a aplicação de conceitos modernos de independência não serve para compreender o processo de formação do reino medieval.

Manifestis probatum, quer dizer, portanto, começa com está claramente demonstrado, está claramente demonstrado, que Dom Afonso Henriques é rei do Reino de Portugal

00:35:45 · A citação refere-se à bula papal de Alexandre III como a prova documental definitiva da realeza de D. Afonso Henriques.

Ele diz aquilo que estamos a assistir ou a estudar no século XII é a pré-história da nacionalidade.

00:42:05 · O historiador José Matoso utiliza esta expressão para descrever o período de formação das bases da identidade portuguesa.

A independência conseguida por D. Afonso Henriques não é um ponto de chegada, é um ponto de partida, mas é um ponto de partida importante.

00:42:54 · O locutor argumenta que o ato inicial de independência foi apenas o início de um longo processo de consolidação do reino.

Episodios

507-

Afinal, quando é que Portugal faz 900 anos?

Este episódio aborda a incerteza histórica sobre a data de fundação de Portugal, contrastando as celebrações da Batalha de São Mamede com o Tratado de Zamora. O historiador Rui Ramos explica que a autonomia do Condado de Portugal resultou de fatores como a ascendência real dos seus condes e a necessidade de liderança militar numa zona de fronteira. A discussão explora diferentes interpretações, desde a tradição da Batalha de Ourique até à visão de Alexandre Herculano sobre a Batalha de São Mamede. Analisam-se as diversas datas debatidas, como a conquista de Lisboa em 1147, defendendo que a independência não foi um evento súbito, mas uma construção gradual de identidade política e dinástica ao longo de séculos.

20 oct. 2026
506-

O dia em que Hitler e Mussolini se tornaram amigos

Este episódio analisa a complexa relação entre os regimes nazi e fascista, explorando as semelhanças ideológicas e as diferenças estruturais entre Hitler e Mussolini. Discute-se como a aliança entre Berlim e Roma não nasceu de afinidade ideológica, mas de interesses estratégicos e pressões diplomáticas, como as sanções britânicas após a invasão da Etiópia. A narrativa detalha o declínio da Itália na Segunda Guerra Mundial, desde as pretensões de uma 'guerra paralela' no Mediterrâneo até à queda do regime fascista e a subsequente ocupação alemã. O episódio explora o oportunismo político de Mussolini e a natureza puramente estratégica e desprovida de lealdade entre os dois ditadores.

13 oct. 2026
505-

Francisco de Assis, o santo que morreu há 800 anos

Este episódio explora a vida e o impacto histórico de São Francisco de Assis, analisando como sua trajetória de pobreza e despojamento moldou a Igreja e a cultura europeia entre os séculos XII e XIII. A discussão aborda o contexto de renovação da Europa medieval, a fundação da Ordem Franciscana e a influência de figuras como Santa Clara e Santo António de Lisboa. A narrativa conecta a espiritualidade franciscana à expansão marítima portuguesa do século XV, traçando um paralelo entre o impulso místico dos descobrimentos e as inovações tecnológicas contemporârenas. O episódio reflete sobre como movimentos de reforma e inovação técnica são acompanhados por uma dimensão de busca por transformação da humanidade.

06 oct. 2026
504-

Quem foi Mao Tsé-Tung, morto há 50 anos?

Este episódio explora a ascensão e o legado de Mao Zedong, analisando como o Partido Comunista Chinês utilizou ideologias ocidentais e estratégias de guerrilha para consolidar o poder. A narrativa detalha a transição do movimento de uma base urbana e cosmopolita para uma força camponesa, impulsionada por fatores como a resistência à invasão japonesa e o apoio soviético. A análise percorre as consequências devastadoras das políticas maoístas, incluindo o Grande Salto em Frente e a Revolução Cultural, que resultaram em crises humanitárias e purgas políticas. Por fim, discute-se a transição para o pragmatismo de Deng Xiaoping, destacando a capacidade do Partido em alternar entre modelos econômicos para garantir a manutenção absoluta do seu poder político.

29 sep. 2026
503-

A revolução de Setembro e o fim do devorismo

Este episódio explora a complexa e instável política do Portugal do século XIX, focando-se no fenómeno do 'devorismo' e nas profundas divisões entre as correntes liberais após a Guerra Civil. Analisamos a ascensão de grupos como os 'chamouros' e o impacto das políticas de nacionalização de bens da coroa e conventos na economia e na estabilidade social. A narrativa detalha o clima de tensão que culminou na Revolução de Setembro de 1836, marcada pela violência das Guardas Nacionais e pelo assassinato de figuras como Agostinho José Freire. O episódio reflete sobre como a polarização entre setembristas e cartistas estabeleceu um precedente perigoso de uso da força militar para alternar no poder, caracterizando o período até à Regeneração.

22 sep. 2026